Alfa - 60 litros, montagem iniciada em Julho de 2012. Novidades para breve.
domingo, 15 de julho de 2012
terça-feira, 19 de junho de 2012
Ninho de Água - 60 litros - Junho 2012
Bom dia,
Este foi o primeiro vídeo que fiz com a minha Canon EOS 550D e serviu para experimentar o comportamento da nova objectiva (uma Tamrom 28-75 mm).
Ficou a faltar mostrar o aquário no geral, mas infelizmente tive um problema no ficheiro onde tinha essa parte. Mas fica para a próxima.
Espero que gostem.
Obrigado.
Este foi o primeiro vídeo que fiz com a minha Canon EOS 550D e serviu para experimentar o comportamento da nova objectiva (uma Tamrom 28-75 mm).
Ficou a faltar mostrar o aquário no geral, mas infelizmente tive um problema no ficheiro onde tinha essa parte. Mas fica para a próxima.
Espero que gostem.
Obrigado.
quarta-feira, 7 de março de 2012
Iwagumi - passo a passo
Um excelente vídeo que demonstra como é simples fazer uma montagem estilo Iwagumi.
quinta-feira, 1 de março de 2012
TPA – Troca Parcial de Água
A troca parcial de água, vulgarmente conhecida como TPA, é uma forma
simples e prática de eliminarmos, ou baixarmos a concentração, das substâncias
tóxicas que estão presentes no nosso aquário, nomeadamente a Amónia, os
Nitratos, entre outras.
Este processo, como descrito no artigo anterior, consiste na troca de uma
percentagem da água do aquário por água nova.
Salvo casos excepcionais, as TPAs não devem ser maiores que 30%. A sua
frequência varia de aquário para aquário, consoante alguns factores: volume
total do aquário (aquários mais pequenos precisam de TPAs mais frequentes, uma
vez que as concentrações prejudiciais são facilmente atingidas); mortes (neste
caso, sempre que existam, é aconselhável uma TPA); tratamentos (após
tratamentos, deve fazer-se uma ou várias TPAs); níveis de Nitratos (assim que
os nitratos atingem os valores de 50 mg/l, deve fazer-se uma TPA).
A primeira TPA deve ser feita somente quando o ciclo do Azoto estiver
completo (pico de Nitratos).
Existem várias técnicas para se fazer a TPA, desde sistemas elaborados de
gota a gota, até aos sistemas normais com mangueira e garrafão (o que eu
utilizo). De seguida serão descritos alguns aspectos a ter em conta para se
fazer uma TPA da forma mais simples.
Figura 1 – Material utilizado na TPA
1: Preparar a água nova: Geralmente, utiliza-se
a água da torneira para colocar no aquário. Esta água é tratada com Cloro, uma
substância tóxica para a fauna. Assim, deve deixar-se a água repousar cerca de
24 horas num recipiente aberto para que o Cloro evapore. Os recipientes
utilizados devem ser exclusivos para este processo. Não devem ser utilizados baldes
ou similares que sejam utilizados nas limpezas pois contém substâncias muito
tóxicas.
Figura
2 – Colocação da mangueira para retirar água do aquário
2: Retirar água do aquário: Este
processo pode ser feito de várias formas. A mais simples é utilizando uma
mangueira de nível e um garrafão. Como, normalmente, os aquários estão
colocados a alguma altura do solo, podemos aproveitar a força da gravidade para
nos ajudar a retirar a água. Para isso basta mergulhar uma ponta da mangueira
dentro de água e na outra ponta provocar um efeito de sucção (cuidado para não
engolir água do aquário). Deve ter-se muito cuidado para não se sugar nenhum
peixe!
3: Introdução da água nova: Embora
não seja um processo complicado, devem ser tidos em conta alguns aspectos. A água
nova deverá ter os parâmetros similares aos da água que está no aquário, tendo
em atenção o pH (existem espécies muitos sensíveis às variações de pH que podem
ser fatais) e à temperatura (os choques térmicos, principalmente no Inverno,
também podem ser fatais). Para evitar stress nos habitantes do aquário, o
processo de introdução da água nova deve ser lento e sem criar turbulência na
água.
Por: Hugo Saldanha
O Ciclo do Azoto
No início
da nossa aventura na aquariofilia, todos nós já sentimos várias dificuldades. Um
dos casos que podem ser salientados é a morte da fauna introduzida num aquário
recém-montado. Eis que começam a surgir as dúvidas, as complicações e até a
falta de vontade para continuar.
Contudo, existe
um factor que deve ser tido em conta, no início de qualquer montagem: o ciclo
do Azoto. Neste artigo serão descritas as várias etapas do ciclo do Azoto, de
uma forma sucinta e alguns aspectos aos quais deveremos ter muita atenção para
que evitemos as mortes indesejadas da nossa fauna.
A matéria
orgânica presente num aquário, proveniente dos excrementos da fauna, de folhas
mortas e até dos restos de comida (todos compostos à base de Azoto), é
decomposta numa molécula altamente tóxica para a maioria da fauna: a Amónia (NH3).
Basicamente, pode definir-se o ciclo do Azoto como o processo biológico que
converte a Amónia noutros, relativamente inofensivos, compostos de azoto. Esta
conversão é feita através da acção de bactérias (que estão presentes tanto no
substrato, como nas matérias filtrantes existentes nos filtros dos nossos
aquários). Existem, fundamentalmente, dois grupos de bactérias. As que
transformam a Amónia em Nitritos (NO2) e as que transformam os
Nitritos em Nitratos (NO3).
Num aquário
novo, com filtro novo onde não existe qualquer colónia destas bactérias, podem
ser introduzidos 1 ou 2 peixes resistentes (não sensíveis à Amónia) para que se
dê inicio ao processo do ciclo do Azoto. Nesta fase é bastante importante não
dar excesso de comida aos peixes, uma vez que, mais comida significa mais
Amónia!
Durante o
processo do ciclo do Azoto, os níveis de Amónia vão subir e, à medida que as
colónias de bactérias que formam os Nitritos se desenvolvam, estes valores
tendem a descer. As bactérias que formam os Nitratos só começam a aparecer
quando houver Nitritos presentes em quantidade suficiente, logo, os níveis de
Nitritos vão aumentar à medida que a Amónia acumulada for convertida. Quando as
bactérias que formam os nitratos tiverem as suas colónias estabelecidas, os
níveis de Nitratos vão começar a subir. Eis em funcionamento o ciclo do Azoto!
Para serem monitorizados os valores
descritos no gráfico, existem vários testes, especializados para aquariofilia,
que podem e devem ser utilizados.
O ciclo do Azoto demora normalmente
entre 2 a 6 semanas. A temperaturas mais baixas, abaixo de 21°C, este processo
pode ser mais lento, uma vez que a temperatura é um dos factores essenciais
para o desenvolvimento das bactérias.
Considerando que os níveis de
Nitratos continuam a aumentar gradualmente e que esta substância pode ser
prejudicial para os peixes em grandes concentrações, existem formas de a
eliminarmos do nosso aquário.
Uma das formas de eliminarmos os
Nitratos é através da adição de plantas. O metabolismo das plantas necessita de
grandes quantidades de Azoto. As plantas conseguem sintetizar o Azoto presente
nos Nitratos em açucares, o seu alimento. Assim, num aquário com plantas de
crescimento rápido (maiores consumidoras) os níveis de Nitratos podem ser
mantidos constantes, pois à medida que são produzidos pelas bactérias, são
consumidos de seguida pelas plantas.
Outra forma de baixar os níveis de
Nitratos (e de todos as outras substâncias tóxicas para a fauna, como é exemplo
a Amónia) é através das trocas de água. Uma troca de água parcial, de cerca de
20-30% do volume de água do aquário, é uma ajuda preciosa para normalizar os
valores destas substâncias. Caso seja difícil estabilizar as concentrações, o
volume da troca de água poderá aumentar, ou então poderá aumentar-se
regularidade com que esta é feita. Normalmente, é suficiente uma troca parcial
de água por semana. Mas isto não é uma regra fixa, dependerá, obviamente, das
características do aquário (volume, existência de plantas) e da fauna que lá
colocamos.
Por: Hugo Saldanha
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